' Só se for a Dois

assalto21:

Caideira

Cadência de eventos
Rolando entre intentos
Olhares ao vento
A chuva comendo
A rima morrendo
E eu correndo
Devagar
Para não escorregar
E o o calor abarcado
No meu peito
Sangue pulsante
Guardado do frio
Mãos molhando
Pele marcanda
E cheiro forte
Boca, barba por fazer
E a sorte
De ser nesta esquina
A tragédia prevista
Destes retalhos anulados
De histórias vendidas
De quinta e de sexta
A tarde arrebenta
Happy hour e cervejas
Para me esquecer
De quem devo ser.

Pra quem só devia partir.

Eduardo Bissi

assalto21:

1005

Minguante

Acho que é o teu jeito indisponível

Desencontrado

Retirante indomável

Pelo teu caminho frio e ardente

Horizonte sempre verde

De ser abençoado que lhe significa

Tudo se multiplicaria em ti

Em múltiplos de três

Em minha mão por um instante

E o teu talvez

Seria a minha certeza

Porquê quem deseja

Voa em cima

Queima a partida

Fica na mira

A ousadia

É o meu estado

Favorito

Ao rimar você

Pátria

E força

Nascente

Desejo-lhe

Continuamente

Em palavras

Reticentes

Ao enxergar-te

Além do silêncio

Além do tempo

Escasso

Volto

Permaneço

Tomo

Sua dose.


Eduardo Bissi

assalto21:

De corrido

Minha serenidade é tempestade. Inquieto e desfeito. O momento, um dançar mutável, tecendo um plus. O fugaz. A paz de um segundo singular. O efêmero celebra a sua passagem. Um sopro, um único suspiro. Acabei de rever os poréns. Porque a gente é de vez. A toada continua boa. A vida visa porquês. Teus avoroços perguntam. Teus suspiros tumultuados ultrapaçam paredes, buscando definição no amanhã. Detenho traços e traçados. Rabiscos inalcançados. Poesia, nascente de parênteses, falhas tão perfeitas. E aspirações na cabeça. Para sempre encontrar em ti o meu espaço. Saudade do que nem faço. Adiado neste hiato.

Eduardo Bissi

inflamável

Sinto,logo não entendo
Descubro,o véu que não existe
Repito cenas e vícios
Inseguranças e traumas
Ciclos
Colaterais
Queria eu um canto mas a zona de conforto me repele
Ao meu redor é um incêndio constante e nunca parei pra respirar
A fumaça distorce e entorpece
E logo sou cinzas ao vento
Que você nunca vai ouvir falar

Rafael Liguili

Pão de queijo

Nos meus dias mais estáveis

Eu te encontrei e em um abraço

Me deixei e fiquei

Pra não mais sair

Sinceramente já não é mais o silêncio que fala por nós

Os fatos são fatos concretos e em arco

O mesmo arco do seu sorriso perfeito

E de toda a sua bondade

Que acende o meu amor por você


Breno Rafael Liguili

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Sentido tardio

Me flagrei cobrando

O que você me cobrava

E lado a lado da inocência

Verborragia pautada em delírios

Que não se concretizam

A sua solidão me cabia

Meu peso não era seu

Nem seria

Será que a força que tenho

Você realmente não viu?

Ou calei por conveniência

Distante e raso

Dessa cancela não se passa

Parte pro arrebento

As feridas são expostas

E a fera mostra os dentes

Pra nunca mais voltar.

Rafael Liguili

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Esquadro

Tão rápido passa o tempo

E o meu medo é o esquecimento

Seja na boca mais venenosa ou na mais doce

Que goteje sempre o afago e o estrago

Os retalhos de nós na memória mais sorrateira que vem de encontro ao sono dos exaustos

No teu centro em cheio

Pra sempre

Com amor.

Breno Rafael Liguili

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Anonymous asked:

Cadê os seus poemas? Acabaram as inspirações?

Estive cansado…mas logo menos postarei algo novo 😉